Fico surpreso como as pessoas colocam outras no paredão e fuzilam sem dó nem piedade, apenas na base do "eu ouvi falar". Pré-julgamento é pior do que pedra atirada em vidraça ou tocha perto de palha. Principalmente quando tem gente espalhando álcool por perto.
Esta semana o vereador eleito Claudio Mello teve seu nome omitido de uma reportagem do Jornal O Diário de Teresópolis. Diante da indignação do Vereador (com toda razão), algumas pessoas tomaram o problema pra si e resolveram tirar satisfações com o editor e proprietário do jornal. Eis que a resposta foi pior do que a primeira reportagem. As fotos em questão que haviam sido editadas, omitindo a presença do Vereador, foram publicadas com legendas em tom de ironia, imitando um álbum no Orkut, ou um fotolog.
Ninguém perguntou o porquê de tal atitude do jornalista, e no fórum de debates do Orkut e em um famoso Blog da cidade, a história de lutas e conquistas do cidadão foi jogada no lixo. Frases como "Só um imbecil não sabe da importância de Claudio nesses contatos com a base em Brasília" e adjetivos como "nojento" foram proferidos livremente, chegando ao ponto de questionarem a quem o jornal apoiaria para presidência da Câmara, esquecendo-se que nenhum meio de comunicação decente tem que apoiar ninguém pra cargo público algum. A incoerência foi tamanha, que tal cobrança deu-se no meio de um "clamor" por isenção do jornal perante aos fatos que ali aconteciam.
Só que tal clamor popular só jogou alcool na fogueira e os inquistores conseguiram apenas transformar uma rusga, um desentendimento em algo muito maior, pois o Vereador ficou ainda mais aborrecido. Resultado: Perde o jornal, que fica com um leve arranhão em sua credibilidade (em pouquíssimo tempo recuperada), perde o Vereador, que certamente ficou sem o apoio de um importante órgão da mídia local.
Tudo isso porque o assunto poderia ter sido resolvido com uma simples conversa, ao invés de cobrança de fãs enfurecidos que se esquecem de uma pequena história, que cito agora.
O Diário de Teresópolis não é um jornaleco de esquina, que serve apenas pra enfeitar parede de banca de jornal. O jornal vende mais do que todos os demais juntos, tem profissionais competentes, graduados, com carteira assinada, gráfica própria, contas em dia, o que lhe dá condição de imprimir todos os semanários da cidade (exceto um), e de participar de uma licitação e vencer com folga, ganhando o direito de publicar o Diário Oficial da Prefeitura.
E pra chegar até este ponto, foi muita luta, brigando até com políticos implacáveis, que em outros tempos, foram também caricaturados neste mesmo blog crítico, como Hitler, exatamente como fizeram agora com uma pessoa, que pode ter seus defeitos (afinal é humano), mas nunca precisou perseguir nem denegrir ninguém pra subir na vida. Pelo contrário, ganhou seu dinheiro de forma honesta, enfrentando crises de anunciantes, que migraram para as Tvs locais, que acenavam com anuncios grátis por 6 meses e preços de comerciais bem mais em conta. Os camelôs da mídia, talvez hoje agradem mais aos críticos da Família Peres. Afinal eles se esquecem, ou talvez nem saibam o que eles enfrentaram durante alguns anos negros de nossa cidade, com polícia batendo à porta para impedir que o jornal dissesse o que hoje pode ser dito livremente em qualquer blog. Se hoje todos podem falar mal de algumas pesssoas, agradeçam também ao Diário, que colaborou dando a cara pra bater, para que isso pudesse acontecer Décadas antes das eleições.
Se hoje a cidade tem memória, tem um acervo que lembra ao Teresopolitano da sua História e de sua cidade, agradeçam a uma pessoa que no mínimo merecia respeito, e não ter seu rosto colocado no corpo de um ditador sanguinário, apenas por que decidiu não colocar numa matéria uma pessoa. Se o problema tivesse sido resolvido entre o Vereador e o editor, certamente seu desfecho teria sido outro.
Por esse motivo e principalmente pela falta de memória recente dos ferozes caçadores de isenção, que são fãs do jornal, mas que não perdem uma oportunidade, posto abaixo a capa do Diário de Teresópolis de 13 de setembro de 2008, para que eles se lembrem e entendam que o jornal não pode ser confundido com mural de recados de politico bandido, como foram muitos jornais e periódicos nesta eleição, mas que parecem não se lembram mais disso.
Assim foi Publicado:

E como eu também sei brincar de Photoshop (não com tanta propriedade), posto abaixo uma foto lembrando aos críticos cobradores, como essa história poderia ter sido escrita.
Mas poderia ter sido assim:

Por que será que nesta edição de "O Diário" o então candidato a Vereador não foi omitido da foto da primeira página? Depois desta, pra mim está mais do que claro que toda esta situação é um equívoco causado por fofoquinha de bastidores.
Tomara que a sensatez e o bom senso do Vereador e sabedoria do Editor resolvam essa palhaçada de uma vez por todas, e deixem os inquistores que em nome da "isenção" não poupam ninguém, fiquem esquecidos em seu equívoco, porque ambos já entraram pra História de Teresópolis. Os demais continuarão apenas admirando.


