segunda-feira, 28 de julho de 2008

Terra Sem Lei - Parte II - : Como a População Trata a sua Cidade

O inverno seco é prato cheio para incêndios na cidade. E a preguiça de ensacar o lixo para a coleta contribui muito para isso. É mais fácil deixar o lixo secando à beira da calçada e depois atear fogo. Claro que pensar na fumaça em plena rua, poluição e obstrução da calçada é puramente frescura, segundo o autor da porcaria feita abaixo.

Não é difícil encontrarmos o que a população faz com seu lixo...
Vale a pena postar de novo o que a população faz com seu rio. Depósito de lixo. tudo que está aí foi jogado pelos próprios moradores de Teresópolis ao longo do percurso do rio que chega limpo na cidade. E não há nem a desculpa de dizer que não há coleta de lixo. Por que há! A placa acima não dá pra ler, mas está escrito "PMT - Não jogue lixo neste local". A placa é respeitada no terreno acima, já abaixo...

Esta é a desculpa que a população dá pra jogar o lixo no chão. Parece que é dificil guardar o lixo até uma lata. MAS aonde está a lata? Resposta: a própria população destrói. É comum cenas de adolescentes passeando pela cidade e fazendo as latas de vítimas de seus golpes de vale tudo. E elas se reduzem a isso, quando não são objetos de incêndio. Todos os meses a prefeitura repõe algumas latas, mas a velocidade da destruição é maior do que a reposição.
Abaixo um exemplo de que o lixo não está só na calçada. A concessionária de energia tem prejuízos grandes com as pipas. Todo mundo sabe do risco que é soltar pipas perto da rede de energia. No entanto, crianças, adolescentes e adultos adeptos desta prática parecem alucinados qdo um objetos destes cai do céu, cortado por uma linha carregada de cerol. Passar Cerol é crime. Soltar pipa perto de linhas de energia coloca a vida em risco. Mas todos parecem ignorar isso. Eu adoro pipa, mas está na hora de mudar certos hábitos.
Mudando de foco, vamos para o trânsito. Não vou repostar as fotos de carros que fazem da calçada estacionamento. Porém, trânsito é um assunto dá flagrantes fáceis, como esse em frente à delegacia, numa faixa contínua. A poucos metros dali, há um cruzamento que permitiria o motorista da Kombi fazer sua conversão respeitando a lei.
Quem devia ensinar, ensina errado. Carros de auto-escola estacionam em fila dupla para pegar seus alunos. Se já começam a aula errado, o que será que não é ensinado dentro do veículo?
Outro assunto: no centro da cidade, um exemplo de como ninguém se entende. Em época de férias, a cidade está cheia de turistas. Se não estivesse, ainda assim há uma população de consumidores locais. estamos em uma Segunda-feira de manhã. A semana inglesa foi abolida há muito tempo. Mas parece que os donos dos estabelecimentos não sabem ou não querem saber disso. Não conhecem a palavra "negociação". Preferem não ganhar o dinheiro do freguês neste dia. Afirmam que não vale a pena por que não tem ninguém na rua. Fica meio óbvio isso, pois não há cliente porque as lojas não abrem! Mas ao que tudo indica, o vizinho da loja fechada parece pensar diferente.
Pichação: Nem uma escola recém reformada escapa das mãos de seus próprios alunos. Aliás, quanto mais forte é o cheiro da tinta, melhor para os delinquentes que tem em seus grafismos um troféu, em uma linguagem que somente eles conseguem entender. E emporcalham a cidade inteira. Os lugares mais pichados da cidade são sempre próximos as escolas, sem contar os bancos e pontos dos ônibus. E os alunos acham tudo isso muito engraçado...

Aqui um exemplo da preguiça da população. Eu sou louco por cães, mas para se ter um animal é preciso cuidar do bicho e do que ele deixa pra trás. Este animal da raça Collie, visivelmente maltratado, não foi abandonado. Todos os dias seu dono o solta nas ruas para não ter que catar o suas fezes no seu jardim. A mentalidade deste imbecil é: "Faça no jardim dos outros, não no meu". Oras, uma pessoa que permite que as orelhas de seu animal doméstico sejam comidas por moscas, que mantém um bicho sujo e maltratado desta forma em casa, só poderia achar que sujar as ruas da cidade "não tem nada demais".

Aqui vemos como a população já não se sente segura. Após algumas invasões à sua residência, eis a solução encontrada pelo proprietário. O detalhe é que esta casa fica em frente a uma praça, um ponto de ônibus, uma escola, um posto de saúde e uma creche.
Parece um exemplo daqueles do tipo "antes e depois"? Mas não é. Essas casas são vizinhas, mas parece que só um deles preocupou-se em deixar a casa arrumada. Falta de Dinheiro? Pode ser. Falta de politicas públicas em incentivar que a população arrume as fachadas de suas casas? Também. Alguns politicos populistas gostam da casa da esquerda, que chamam de "aglomerados populares" em público. Quando ninguém está olhando eles a chamam de "alvo de voto fácil".
Com o celular ao alcance de todos, orelhão virou coisa rara na cidade. E os poucos que não sofrem depredação não são conservados pela empresa de telefonia.



Enfim, esses são alguns flagras que peguei em apenas um dia de caminhada pela cidade. As fotos desta postagem e da anterior foram feitas em pouco menos de duas horas. A cidade não ficou assim de um dia pro outro. Isto é o resultado de anos, décadas de omissão por parte do poder público e da total desinformação e desprezo da população pela sua própria cidade.

Uma população que não pensa em sua cidade, como pode saber e ter a consciência do poder do seu voto? Prefeito nenhum irá resolver esste problema, enquanto os moradores pararem de achar graça na destruição constante e consciente da cidade pela própria população que nela habita.

Ao poder público, cabe fiscalizar com rigor e tolerância zero esses abusos no trânsito, nas ruas e nas calçadas. E dar um choque de ordem numa cidade agonizante.

2 comentários:

Marcio disse...

Bruno
Para variar, mas só para variar, rs, gostei muito do que vi e li.
Um belo "puxão de orelhas" em quem precisa ser alertado, por que nem tudo é culpa dos Governantes.
Cada um tem obrigação de fazer sua parte.

Tendência Alternativa disse...

Mais uma vez Bruno, você se mostra um cara preocupado com políticas públicas!
Abraços e Tamo junto!